teste.jpg

Acordo de cessar-fogo entre Israel e Hamas entra em vigor

Mais de 240 pessoas morreram em dez dias de conflito, a maioria palestinos

Palestinos celebram nas ruas de Gaza o início do cessar-fogo com Israel | Reprodução

Um cessar-fogo "mútuo e simultâneo", mediado pelo Egito, passou a valer entre Israel e o Hamas. O acordo vinha sendo negociado há dias, com pressão internacional principalmente sobre Israel, embora o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continuasse afirmando que continuaria na ofensiva até devolver “calma e segurança” aos cidadãos israelenses.

Após várias conversas com Netanyahu, nessa quinta-feira o presidente dos EUA, Joe Biden, falou por telefone com o presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, segundo a Casa Branca. O presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, enviou duas delegações de segurança para os territórios israelense e palestino para trabalhar em busca da suspensão do conflito. O Egito foi o interlocutor nas negociações por ter acesso ao Hamas.

Joe Biden saudou o papel do Egito, afirmando haver uma "oportunidade genuína de avançar" na resolução do conflito. "Acredito que temos uma oportunidade genuína de seguir em frente e estou comprometido em trabalhar para isso", declarou Biden na Casa Branca, dando seu "sincero reconhecimento" ao Egito por sua intermediação. "Meu governo continuará seus esforços diplomáticos silenciosos, porém determinados, para avançar em direção a esse objetivo", continuou.

A França havia divulgado uma resolução da ONU ampliando a pressão sobre os EUA para que o país exigisse um cessar-fogo e emitiu uma declaração conjunta com o Egito e a Jordânia que “exortava as partes a concordarem imediatamente com um cessar-fogo”. Além disso, segundo a rede de TV Al Jazeera, o enviado da ONU para o Oriente Médio, Tor Wennesland, estava se reunindo com o chefe do Hamas, Ismail Haniyeh, no Catar.

Na quarta-feira, 19, uma autoridade graduada do Hamas disse que esperava que Israel e os militantes de Gaza chegassem a um cessar-fogo. "Acredito que os esforços contínuos em relação ao cessar-fogo terão sucesso", afirmou Moussa Abu Marzouk, do Hamas, durante uma entrevista à TV al-Mayadeen, do Líbano.


A maior escalada de violência na região nos últimos anos teve início no dia 10 de maio, e deixou 244 mortos em dez dias, sendo 232 em Gaza e 12 em Israel.