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Mariana confirma primeiro caso de varíola dos macacos

O paciente é do sexo masculino, tem entre 30 e 40 anos, e relatou viagem recente para o Rio de Janeiro


Imagem ilustrativa | Banco de Imagens

O primeiro caso de monkeypox, conhecida como varíola dos macacos, foi confirmado em Mariana. De acordo com a nota técnica informativa da secretaria municipal de saúde, o resultado positivo foi dado pela Fundação Ezequiel Dias (FUNED) ontem, terça-feira, 13.



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O paciente é do sexo masculino, tem entre 30 e 40 anos, e relatou viagem recente para o Rio de Janeiro. Segundo a subsecretária do sistema sanitário de saúde pública de Mariana, Ludmila Simone Gonçalves, o paciente está clinicamente estável e em isolamento domiciliar. “Apareceu uma ferida isolada e a médica solicitou a investigação. A partir desse momento, o paciente foi isolado e segue sendo monitorado pela Vigilância Epidemiológica”, pontuou.

Ludmila também disse que o homem informou que mora sozinho, que o seu trabalho não envolve muitas pessoas e que sempre usava máscara. “A única pessoa com quem ele teve contato está sendo monitorada e em isolamento em Belo Horizonte, pois reside lá”, disse.

Para evitar que a doença se espalhe, a secretaria de saúde de Mariana orienta a população

ao uso contínuo de máscaras, que evite contato com indivíduos suspeitos e materiais contaminados, como roupas, toalhas e outros.



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Em casos suspeitos, a orientação é procurar atendimento médico na Unidade Básica de Saúde mais próxima.


Sintomas e transmissão


Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão. Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais), após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo. Elas vêm acompanhadas de coceira e aumento dos gânglios cervicais, inguinais e uma erupção formada por calombos, que mudam e evoluem para diferentes estágios: vesículas, pústulas, úlcera, lesão madura com casca e lesão sem casca com pele, completando o processo de cicatrização.

A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre as pessoas. A proximidade é fator necessário para o contágio. Sendo assim, a doença ocorre quando o indivíduo tem contato muito próximo e direto com um animal infectado ou com outros indivíduos infectados por meio das secreções das lesões de pele e mucosas ou gotículas do sistema respiratório.



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A transmissão pode ocorrer também pelo contato com objetos contaminados com fluidos das lesões do paciente infectado. Isso inclui contato com a pele ou material que teve contato com a pele, por exemplo as toalhas ou lençóis usados por alguém doente.

Vale ressaltar que uma pessoa é contagiosa até que todas as cascas caiam e que a pele esteja completamente cicatrizada.