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  • Thalia Gonçalves

Moradores de Cachoeira do Brumado protestam por reforma da escola estadual do distrito

O prédio está interditado desde outubro do ano passado por apresentar problemas em sua estrutura.


Durante o ato, manifestantes colaram palavras de ordem na parede da escola | Thalia Gonçalves


“Salve, salve, escola querida”, o trecho do hino da Escola Estadual Dona Reparata Dias de Oliveira, de Cachoeira do Brumado, que por muitas vezes foi cantado com orgulho, hoje é entoado como um pedido de socorro pelos moradores. A escola está interditada, desde outubro de 2020, por apresentar problemas em sua estrutura.




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Inconformados com a situação, na manhã da última quinta-feira, 10, professores, pais, alunos e ex-alunos, realizaram uma manifestação em frente ao prédio, cobrando respostas por parte do poder público, principalmente da Superintendência Regional de Ensino de Ouro Preto. “Uma escola do porte da Dona Reparata, hoje, não tem como funcionar devido ao descaso, tanto do Ministério Público quanto da Superintendência”, disse o professor de matemática, Marcos Paulo Freitas Gomes.


Diante da atual situação, o portal Ângulo entrou em contato com a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, solicitando um posicionamento. Porém, até o fechamento da matéria, não tivemos retorno.


Também entramos em contato com a prefeitura de Mariana, tendo em vista que o prefeito interino havia informado, em um vídeo gravado e publicado em suas redes sociais, no mês de novembro, que o município iria desapropriar um terreno e doar ao estado para a construção uma nova escola. Além disso, no mesmo vídeo, o prefeito havia se comprometido a dar assistência em uma obra de contenção e drenagem, atrás da escola, algo que não foi feito até o momento. A assessoria de comunicação da prefeitura também não nos retornou com uma resposta.




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Como fica o ano letivo de 2022?


Com início previsto para 21 de fevereiro, a direção procurou por espaços dentro do distrito para atender aos estudantes, mas teve dificuldades. “Fizemos várias visitas in loco para ver as possibilidades de locação, mas esbarramos no problema de documentação do proprietário e do imóvel. Os imóveis que a gente havia conseguido, os proprietários não enviaram a documentação completa”, informou a diretora, Jandiara Albuquerque.


Sem definição de um espaço em Cachoeira, inicialmente, a direção havia sido informada que as turmas do 4º ano estudariam no prédio da Escola Municipal Aníbal de Freitas, também em Cachoeira do Brumado. Já as turmas do 6º, 7º, 8º e 9º ano, Ensino Médio e técnico iriam para a Escola Municipal Jadir Macedo, em Monsenhor Horta. Entretanto, hoje, a direção informou que houve alterações, de modo que as turmas do ensino fundamental irão para a Escola Estadual Cônego Braga, em Monsenhor Horta, e o Ensino Médio, para o prédio da Escola Estadual Gomes Freire, em Mariana, no turno da noite.



“Uma escola do porte da Dona Reparata, hoje, não tem como funcionar devido ao descaso, tanto do Ministério Público quanto da Superintendência”.



Os pais não aprovaram a transferência dos alunos para escolas de outras localidades. “Já que o município disponibilizou o espaço dentro da comunidade, não justifica levar os alunos para estudar a noite em uma escola na sede, correndo riscos”, disse a mãe de um aluno, Janete Magalhães Borges.




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Além dos pais, os professores também não apoiam a ideia de utilizar prédios fora da comunidade. “A escola tem que passar por uma reforma sim, mas tirar todos os alunos da comunidade é um descaso com os pais e até com o próprio nome da escola, como eles já falaram várias vezes que a escola foi referência aqui. Será que essa escola de referência não tem nenhum privilégio? Será que os alunos de Cachoeira do Brumado não merecem estudar onde moram? Arrumem uma maneira de eles estudarem aqui, em nossa comunidade, é isso que nós pedimos”, destacou Marcos.





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