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Vacina contra Covid-19 da UFMG terá preço cinco vezes menor que as demais

A ideia é de que o imunizante seja usado como reforço anual para aquelas pessoas que já se vacinaram


O munizante Spintec está sendo desenvolvido por pesquisadores do do CTVacinas da UFMG | Divulgação

A vacina desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) contra a Covid-19, prevista para ser concluída em 2022, deve ser utilizada como reforço para aquelas pessoas que já se imunizaram contra a doença.

Segundo o professor Ricardo Tostes Gazzinelli, coordenador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) em Vacinas, além de vacinar a população que eventualmente não tenha sido imunizada, a vacina mineira foi desenvolvida com o objetivo de ser aplicada anualmente. “Nossa ideia é ter uma vacina para que parte população que não foi vacinada seja, mas, além disso, que seja uma vacina de reforço, porque sabemos que com o tempo há um decaimento da resposta imunológica. Então, a ideia é que ela seja uma vacina de reforço”, explica o pesquisador ressaltando que o baixo custo da vacina mineira será fator decisivo em relação às demais.

Segundo ele, o preço médio das vacinas que chegam ao Brasil fica em torno de R$60. Já o imunizante mineiro deve custar um quinto desse valor, ou seja, uma média de R$ 12. “Hoje, o Brasil gasta um volume enorme de recursos para importar tecnologia e importar vacinas. A produção de uma vacina aqui significa disponibilidade, porque sabemos que a procura é alta no mundo todo. Estamos vendo a corrida pelo IFA. Uma vacina produzida aqui, além do menor custo, será produzida para pronta entrega”, pontuou o professor.



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A prefeitura de Belo Horizonte irá investir R$30 milhões para que os testes da fase 1 e 2 do imunizante, considerado um dos mais avançados no processo pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), continuem. A expectativa é que a vacina mineira esteja disponível no final de 2022. Mas para isso, segundo a UFMG, serão necessários ainda R$300 milhões para o desenvolvimento da última etapa da pesquisa, a fase 3. Os recursos ainda não estão assegurados.

“Nós ainda não temos a sinalização de onde esse recurso virá, como será financiado. Pode ser do Ministério de Ciência e Tecnologia ou de outros entes da federação, ou mesmo do setor privado. Estamos buscando os parceiros”, destaca a professora e pesquisadora do Centro de Tecnologia em Vacinas e Diagnóstico (CTVacinas) da UFMG, Ana Paula Fernandes.

Segundo ela, a vacina mineira poderá ser produzida pelo próprio Instituto Butantan, Manguinhos, Fundação Ezequiel Dias (Funed) ou por empresas do setor privado.



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