Família vai acionar a justiça para responsabilizar culpados pela morte de marianense

Rita Alves aguardava desde 2016 por cirurgia neurológica que, segundo orientação médica, deveria ser feita por cateterismo


Advogada da família dará continuidade ao processo que foi instaurado na Defensoria Pública | Banco de Imagens

A família da marianense, Maria Rita Alves Tonentino, vai acionar o poder público para responsabilizar o estado de Minas Gerais e o município de Mariana por negligência e omissão com relação ao atendimento de saúde da dona de casa. Maria Rita, aguardava desde 2016, após um atropelamento, por uma cirurgia neurológica, que, por recomendação médica, deveria ser realizada por sonda, através do cateterismo.


De acordo com seu filho, Raphael Henrique Alves Tonentino, a prefeitura de Mariana havia marcado a cirurgia para sua mãe, porém não seguiram a orientação médica. “O médico disse que uma cirurgia aberta era arriscada e a prefeitura tinha conhecimento disso, mas ignoraram o fato. Minha mãe se recusou a fazer porque a chance dela morrer era enorme”, disse.


Raphael explicou que a cirurgia através do cateterismo foi orçada em aproximadamente R$ 130 mil e que a família não tinha condições de pagar. “Fizemos de tudo para que o poder público arcasse com esse valor, mas não deu em nada. O município insistia na cirurgia que colocava a vida da minha mãe em risco. Foram arrastando isso até que o aneurisma se rompeu, ela teve que ser submetida a cirurgia que não era a indicada e, o que temíamos aconteceu, ela faleceu”, contou.


Segundo a advogada da família, Daniele Avelar, o município tinha alternativas para evitar a morte da marianense. “O município poderia ter pago a cirurgia e ter solicitado do estado o ressarcimento, ou ter feito o procedimento correto, que era ter encaminhado a Rita para a cirurgia por cateterismo”, destacou.



"Alguém tem que ser responsabilizado pela morte dela. Afinal, houve total negligência e omissão de atendimento em relação a sua saúde. Além disso, por mais que saibamos que a vida de Rita não tem um preço, iremos solicitar uma indenização à família".


Para Daniele, houve negligência por parte da prefeitura. “Sabemos que o município não é responsável por cirurgias de alta complexidade, mas ele é responsável por fazer um mapeamento dessa demanda e encaminhar ao estado, para que ele providencie a realização da cirurgia. Outro fato que devemos destacar é que todas as vezes que a Rita foi encaminhada para a cirurgia, era para ser uma cirurgia aberta, o que não era aconselhável para ela”, explicou.


A advogada informou que dará continuidade ao processo que foi instaurado por Rita na Defensoria Pública, quando tentava ajuda do poder público para a realização da cirurgia por cateterismo. “Alguém tem que ser responsabilizado pela morte dela. Afinal, houve total negligência e omissão de atendimento em relação a sua saúde. Além disso, por mais que saibamos que a vida de Rita não tem um preço, iremos solicitar uma indenização à família. Outra providência que tomaremos será para proibir que veículos de comunicação da cidade propaguem inverdades a respeito da sua morte, denegrindo sua imagem e de sua família”, afirmou.


A equipe do Portal entrou em contato com a prefeitura de Mariana, por meio de sua assessoria de comunicação, solicitando um posicionamento, porém, até o momento da publicação desta matéria, não teve retorno.


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