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Justiça condena trio por tortura seguida de morte de homem com deficiência intelectual

  • Foto do escritor: Eliene Santos
    Eliene Santos
  • 20 de jul.
  • 2 min de leitura

Crime ocorreu em 2025, em Conselheiro Lafaiete




Três homens foram condenados pela Justiça pelos crimes de tortura qualificada pelo resultado morte, ocultação de cadáver e corrupção de menores pela morte de um homem com deficiência intelectual em Conselheiro Lafaiete. As penas foram definidas com base nas investigações conduzidas pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).


Segundo o Ministério Público, o principal acusado, de 33 anos, foi condenado a 20 anos e 10 meses de prisão. Um segundo réu, de 20 anos, recebeu pena de 13 anos e oito meses, enquanto o terceiro condenado, também de 33 anos, apontado como responsável por transportar o grupo até o local do crime, foi sentenciado a 12 anos e 11 meses de prisão. Todos deverão cumprir as penas em regime inicial fechado. O MPMG informou ainda que o principal condenado também é investigado por suspeita de envolvimento com o tráfico de drogas na região.


O crime aconteceu em 22 de setembro de 2025, em uma área conhecida como Morro do Pink Floyd, no bairro São Judas Tadeu. Conforme a denúncia, dois adolescentes participaram das agressões, o que levou à condenação dos réus também pelo crime de corrupção de menores.


As investigações apontaram que o episódio teve início após um desentendimento envolvendo uma motocicleta. De acordo com o Ministério Público, a vítima teria levado o veículo pertencente ao principal acusado. A motocicleta estava na residência do réu de 20 anos e acabou apreendida pela Polícia Militar.


Segundo o processo, a vítima possuía deficiência intelectual, havia passado por diversas internações psiquiátricas e fazia uso de medicamentos controlados. O Ministério Público afirmou que os acusados conheciam essa condição por serem vizinhos da vítima há vários anos.


Ainda conforme as investigações, no dia do crime o motorista buscou os demais envolvidos e os levou até um ponto conhecido como Árvore do Tietê, onde a vítima já estava acompanhada dos adolescentes. No local, ela foi agredida, colocada à força dentro do veículo e levada para uma área de mata no Morro do Pink Floyd. O trajeto foi confirmado por imagens de câmeras de segurança e pelo sistema de rastreamento do automóvel utilizado pelos acusados.


Na mata, as agressões continuaram. Conforme o Ministério Público, a vítima sofreu diversas lesões, incluindo uma fratura no braço direito e queimaduras. O laudo de necropsia concluiu que as queimaduras foram a causa da morte.


Após o crime, o corpo foi ocultado em uma área de mata e localizado nove dias depois, durante a terceira operação de buscas realizada pelas equipes responsáveis pela investigação. Segundo o processo, a vítima já estava em avançado estado de decomposição.

 
 
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