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Lula reitera cobrança à Vale por reparação das tragédias de Mariana e Brumadinho

Essa é a segunda crítica pública de Lula à Vale em menos de uma semana


Rogério Alves

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a exigir da Vale a reparação pelos danos causados pelo rompimento das barragens em Mariana, em 2015, e Brumadinho, em 2019. Durante um evento em Pernambuco, na última terça-feira, 02, o presidente afirmou que solicitou uma nova reunião com a mineradora para alinhar o pagamento dos prejuízos decorrentes dos desastres.


Segundo Lula, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, será responsável por intermediar essa reunião. "Até hoje, a Vale não pagou os direitos dos povos pobres. Temos que chamar a Vale e exigir que ela pague o prejuízo. Não é possível que só sobre desgraça nas nossas costas”.


Essa é a segunda crítica pública de Lula à Vale em menos de uma semana. Na sexta-feira, 28, em um evento em Belo Horizonte, o presidente já havia cobrado maior esforço da mineradora nas ações de reparação pelos rompimentos das barragens.


Atualmente, em uma mediação conduzida pelo Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF-6), os entes públicos precisam responder a uma proposta apresentada pela Vale neste mês. Em 12 de junho, a mineradora, controladora da Samarco, responsável pela barragem de Fundão, que se rompeu em novembro de 2015, lançando milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério na bacia do Rio Doce, apresentou uma contraproposta.


Os valores globais somam R$140 bilhões, dos quais serão descontados R$37 bilhões que, segundo a Vale, já foram revertidos em reparação para pessoas atingidas, por meio da Fundação Renova. Dos R$103 bilhões restantes, R$21 bilhões seriam "obrigações de fazer" da Vale, destinados a ações de recuperação ambiental, incluindo a recuperação do Rio Doce. Os outros R$82 bilhões seriam repassados à União e aos governos de Minas Gerais e Espírito Santo, com parcelas pagas ao longo de 20 anos.


No início deste mês, o governo federal e os governos estaduais de Minas Gerais e do Espírito Santo apresentaram uma proposta no valor de R$109 bilhões, excluindo as "obrigações de fazer". Os recursos seriam destinados exclusivamente aos entes públicos como forma de reparação a ser paga pelas mineradoras Vale, Samarco e BHP.

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