Marianenses votam contra intervenção no centro histórico, próximo ao Jardim

O projeto comtemplava o alargamento do passeio da rua Dom Viçoso, redução do fluxo de veículos, além da construção de uma travessia, rampas de acessibilidade e um largo em frente ao Cine Teatro Mariana, antigo SESI


Durante a audiência, os moradores puderam conferir uma imagem em 3D de como ficaria o espaço | Reprodução

Nesta semana, a prefeitura de Mariana realizou uma audiência pública, no Centro de Convenções, para apresentar e colocar em votação o projeto de acessibilidade e alargamento do passeio da rua Dom Viçoso. A maioria dos marianenses, presentes no evento, foram contra a proposta apresentada, que ocasionaria intervenções no centro histórico, próximo à Praça Gomes Freire (Jardim).




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Muitos dos moradores compararam a obra que seria realizada à obra feita no Jardim. “Pela apresentação, seria feito algo parecido com o que fizeram com o Jardim, que o modificou muito, infelizmente. Vai destruir uma cidade de mais de 300 anos”, disse uma moradora presente no evento.




"Sabemos que, em Mariana, temos outros pontos que também não oferecem acessibilidade e que são muito mais perigosos do que a rua Dom Viçoso e João Pinheiro. Vão modificar um espaço que é patrimônio e que deve ser respeitado".

Outros questionaram o motivo da prefeitura pensar em acessibilidade apenas par aquela região. “Por que pensar em acessibilidade somente no Jardim? Por que não pensar o mesmo para a rua Bom Jesus ou a Wenceslau Braz? Vamos lembrar que o deficiente não chega até o Jardim se antes dele não tiver acessibilidade também”, argumentou outra moradora que se apresentou como Tânia.




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De acordo com o que foi apresentado pelo arquiteto da prefeitura, Tales Capute, a proposta do projeto era alargar o passeio da rua Dom Viçoso, reduzir o fluxo de veículos, construir uma travessia, rampas de acessibilidade e um largo em frente ao Cine Teatro Mariana, antigo SESI. “Identificamos que ali é um local que tem muitos problemas, conflitos de trânsito, de mobilidade urbana, tem prevalência do automóvel em relação ao pedestre. O intuito é melhorar as condições de mobilidade urbana, acessibilidade e tentar resolver o fluxo de veículos, que é preocupante. O projeto tenta priorizar o pedestre, potencializar o uso da praça e fomentar o turismo”, argumentou logo no início da audiência.


Como o projeto não foi aprovado, ele não seguirá para o próximo passo, que seria apresentá-lo ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).




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