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Pais de gêmeos com paralisia cerebral criam campanha para tratamento dos filhos no exterior

O tratamento é feito no Paraguai em três sessões e os custos giram em torno de R$150 mil


Arquivo pessoal

Os marianenses Alessandra Maria André Borges e Fernando de Lima Borges são pais dos gêmeos Felipe e Alan, de apenas sete anos. Os dois nasceram com apenas 30 semanas de gestação e com apenas alguns meses de vida foram diagnosticados com paralisia cerebral, o que resultou em um atraso no desenvolvimento motor das crianças.


O fato de não conseguirem andar, fez com que seus pais buscassem incessantemente recursos e tratamentos para melhorar a condição dos filhos. “Desde de muito novos eles já fizeram ou ainda fazem reabilitação, como fisioterapia, terapia ocupacional, equoterapia, fono e outras terapias, além do acompanhamento de diversos profissionais”, contou a mãe, que agora descobriu um novo tratamento que oferece esperança para os gêmeos.



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Recentemente, Alessandra e Fernando descobriram um tratamento inovador, que consiste na aplicação de células-tronco que são retiradas de cordões umbilicais. Entretanto, ele não é realizado no Brasil e o custo é muito alto. “Esse tratamento é realizado na Ciudad del Este, no Paraguai. Entramos em contato para saber sobre e fomos informados de que seriam três sessões. No caso, somando o valor do tratamento e os gastos com logística, precisaríamos de uns R$150 mil, dinheiro que não temos”, explicou Alessandra.


Falta recurso financeiro, mas sobra esperança para a família de Felipe e Alan, que iniciaram uma campanha para conseguir o valor necessário para realizar o tratamento. “Temos muitas expectativas e esperanças dos grandes benefícios que, com as graças de Deus, o tratamento poderá proporcionar aos nossos filhos. Estamos convictos de que nossa missão neste mundo é buscar tudo que possa melhorar a qualidade de vida para nossos pequenos, e é por isso que precisamos, mais uma vez, da ajuda das pessoas”, destacou a mãe dos gêmeos.


Para contribuir com as despesas do tratamento, a família criou uma vaquinha online: https://www.vakinha.com.br/3869851. Além dela, aqueles que desejarem contribuir via pix podem utilizar a chave andalogofelipeealan@gmail.com. Há também a possibilidade contribuir com depósitos para a conta poupança da Caixa, cujo os dados são: 1701 (agência), 1288 (operação), 000768678481-0 (conta). “Estamos cientes de que não será fácil levantarmos o valor que precisamos, mas acreditamos que vamos conseguir. Temos plena certeza que, com Deus nos guiando e com cada um de vocês que puderem nos ajudar com doações e/ou compartilhamentos dessa campanha, vamos conseguir”, finaliza Alessandra.



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Dificuldades atuais


Alessandra também falou da dificuldade que ela tem para que seus filhos façam a reabilitação de forma gratuita em Mariana. “Eles frequentavam o projeto PRONAS, que funcionava na APAE, mas a verba para ele terminou e estamos aguardando providências da prefeitura para que possam voltar a fazer a reabilitação sem custos. Hoje, a única reabilitação que é ofertada em Mariana de forma gratuita para meus filhos é a equoterapia”, disse.


A mãe dos gêmeos contou que antes eles iam ao Centro de Reabilitação de Itabirito, o que, segundo ela, também era desgastante e demorado. Além disso, de acordo com Alessandra, devido ao aumento das demandas, eles não conseguem voltar para Itabirito, pois não há vagas disponíveis. “Lá atende Mariana e Ouro Preto. Existe uma fila de espera que compromete a evolução dos que precisam das reabilitações continuamente. Fora isso, ainda tem o desgaste de irmos em outra cidade. Sempre dependo de outra pessoa pra me ajudar a levá-los. Eu trabalho, minha família trabalha e é difícil conciliar essa disponibilidade para o deslocamento”, destacou.



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Para a Alessandra, Mariana deveria ter um centro de reabilitação, o que iria facilitar para as famílias que dependem do serviço. “Passou da hora de Mariana ter um espaço que possa ofertar todos os tratamentos necessários, com um mínimo de dignidade para os pacientes e familiares”, afirmou.

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