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  • Eliene

Após restauração, Matriz de Nossa Senhora da Conceição, de Cachoeira do Brumado, é reaberta

A entrega foi feita no último domingo, 27, e contou com a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom Airton José dos Santos


Altar da Matriz de Nossa Senhora da Conceição | Thalia Gonçalves

Após dez anos do início das obras civis e restauração dos elementos artísticos, e quase dois anos de fechamento, a Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Cachoeira do Brumado, distrito de Mariana, foi reaberta no último domingo, 27. A reinauguração do templo aconteceu logo após a procissão, que saiu da capela de Nossa Senhora das Graças com a imagem da padroeira até a Matriz, e contou com a presença do Arcebispo Metropolitano, Dom Airton José dos Santos, que também presidiu a missa concelebrada pelo padre José Geraldo Coura, conhecido como padre Juca, administrador da Paróquia local.



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Durante a cerimônia, o Dom Airton parabenizou o trabalho realizado pelo Padre Juca e ressaltou a importância de conservar a restauração. “Nós todos estamos contentes por entrarmos de novo por essa porta da igreja e celebrarmos a eucaristia. E os fiéis aqui, as pessoas que estão mais próximas, os ministros, coordenadores, catequistas sabem que deu um trabalho enorme e, agora, nós temos que cuidar do que foi feito. Verificando os detalhezinhos, para não deixar perder, para que nós possamos utilizar esse espaço bem e por mais tempo, é preciso conservar”, disse.


Além da missa, foi realizado o rito de bênção da igreja, a coroação de Nossa Senhora da Conceição e a leitura e a assinatura da ata de reinauguração. Os presentes, em especial a comunidade, relembrou como a igreja estava antes da restauração e comemorou a sua entrega. “A igreja estava com a estrutura muito debilitada, com muita madeira comprometida. A gente sabe que se não fosse essa reforma tão aprofundada, poderíamos perdê-la. Foi uma reforma difícil, demorada, mas valeu muito a pena”, destacou a cachoeirense, Aparecida Ramos de Lima.


As obras da Matriz foram feitas com recursos advindos do Fundo Municipal do Patrimônio Cultural (FUPAC), deliberados pelo Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Mariana, além de recursos próprios do município. Os moradores de Cachoeira do Brumado também contribuíram, de acordo com o padre Juca.




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“A comunidade começou a ajudar na alimentação dos restauradores e, com isso, a gente foi criando vínculos. Na etapa final, muitos ajudaram em muita coisa, por exemplo, a recompor na igreja os trincos, as fechaduras, fechaduras, travas na igreja. As cimalhas, do lado de fora, que não estavam dentro do projeto, a comunidade arcou com todo o processo de recomposição dos elementos que estavam estragados, por causa de cupim. Então, foi feito um trabalho geral em toda igreja e grande parte disso também veio dos moradores”, relatou padre Juca.


O vídeo divulgado pela Arquidiocese de Mariana mostra detalhes dessa restauração.




Descobertas


Durante a restauração, uma pintura datada do século XVIII foi descoberta na parte superior do retábulo de São Miguel, no altar lateral direito. Ela estava debaixo de duas camadas de repintura do fim do século e de 1945.



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“Ao longo do processo, os restauradores removeram cinco camadas de tintas. Eles foram de forma muito cuidadosa, e até mesmo dizendo, de forma cirúrgica, aproximando mais daquilo que era o original. Ao longo do processo muita coisa nova e bonita foi aparecendo. O que estava tampado, o que estava escondido debaixo das tintas, aquilo veio à tona e de fato a comunidade começou a perceber algo novo, até mesmo no arco cruzeiro”, explicou padre Juca.




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