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Audiência Pública para apurar ação policial em Antônio Pereira é marcada para a próxima semana

Moradores alegam que a Polícia Militar agiu de forma truculenta, deixando diversos feridos

Reprodução | Redes Sociais

No dia 17 de agosto acontece uma audiência pública na câmara de vereadores de Ouro Preto para apurar a ação policial em Antônio Pereira, realizada no dia 30 de julho, durante as comemorações da 2ª Copa Gigantex, onde moradores alegam que a Polícia Militar agiu de forma truculenta, deixando vários feridos. A audiência contará com a presença das comissões dos Direitos Humanos e de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Segundo informações, surgiram várias denúncias de supostas vítimas da ação policial, entre elas a de uma mulher que ficou cega. Moradores também afirmam que um homem foi baleado na perna. A assembleia tem como objetivo ouvir os envolvidos na operação. A comunidade, em especial a de Antônio Pereira, também poderá participar.


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Após a repercussão do acontecido no distrito, no dia seguinte a Polícia Militar se manifestou por meio de uma nota. De acordo com a corporação, ela foi acionada para atender uma chamada de "perturbação de sossego", por conta do som alto que estaria incomodando moradores. Porém, a viatura teria constatado a existência de 300 pessoas, aproximadamente, e, por isso, solicitou apoio.

Ainda conforme a corporação, enquanto os policiais aguardavam a chegada do reforço, houve uma nova solicitação via 190 dando conta de uma "rixa" no local da comemoração. "As viaturas se depararam com dois veículos com som alto. Após a intervenção policial, alguns populares começaram a hostilizar os policiais com palavras e tentaram impedir a ação policial, ocorrendo agressões e arremesso de pedras', disse em nota.

Após o suposto ataque dos moradores, a Polícia Militar alega ter reagido com uso de granadas de gás lacrimogêneo, sprays de pimenta e balas de borracha, e que só usaram a arma de fogo após visualizar uma pessoa com um revólver. "Foi visualizado um indivíduo em meio à multidão portando arma de fogo e apontando na direção dos militares, seguido do barulho de estampido de arma, de forma que os militares fizeram uso de arma de fogo contra o cidadão que ameaçava a vida dos militares", informaram.


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A corporação também havia informado que durante a ação foram apreendidos uma arma de fogo, cinco munições, uma foice e um facão. Porém, moradores negam a apreensão da arma no local.

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