Brasil registra mais de 90 casos de infecções pela variante Delta, segundo o Ministério da Saúde

Até o momento, cinco pessoas teriam morrido no país em decorrência dessa cepa



Segundo pesquisas, os sintomas da Delta podem ser confundidos com os da gripe | Divulgação

De acordo com dados do Ministério da Saúde, até o momento foram constatados 97 casos de infecção pela variante Delta, cepa mais transmissível do coronavírus, no Brasil. Desse número, 5 resultaram em mortes. Os registros foram feitos em sete Estados, mas os óbitos foram concentrados no Paraná e Maranhão. "A pasta esclarece que os casos e seus respectivos contatos são monitorados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica e Centro de Informações Estratégicas em Vigilância e Saúde (CIEVS) locais, conforme orientação do Guia Epidemiológico da covid-19", disse o Ministério, em nota.


O Rio de Janeiro é o Estado com o maior número de casos da variante Delta, 74 até o momento. A Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde afirmou ter realizado 380 processamentos de amostras por meio do projeto Corona-Ômica-RJ, que analisa mensalmente cerca de 800 testes coletados em todo o Estado.




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Em todo o Estado do Rio, a nova variante já foi confirmada em 12 cidades. Além da capital fluminense, a cepa foi identificada em Duque de Caxias, Itaboraí, Itaguaí, Japeri, Maricá, Mesquita, Niterói, Nova Iguaçu, Queimados, Seropédica e São João de Meriti.


Identificada originalmente na Índia, essa cepa foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação. Estimativas indicam, além disso, que a variante é cerca de 50% mais transmissível do que a Alfa, descoberta pela primeira vez no Reino Unido.


O Ministério da Saúde informou ainda que há registros de uma contaminação em Minas Gerais, duas em Goiás, três em São Paulo e duas em Pernambuco. No Paraná, foram nove casos e quatro mortes. Já no Maranhão, foram seis registros e um óbito.





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O Ministério explicou que tem feito um esforço conjunto com os Estados em que os casos ocorreram para intensificar o sequenciamento genômico das amostras positivas para a covid-19, a vigilância laboratorial, o rastreamento de contatos e o isolamento de casos suspeitos e confirmados. "Desta forma, é possível notificá-los imediatamente e tomar medidas de prevenção em áreas suspeitas de circulação de variantes", disse a pasta.


Por causa da variante Delta, governos têm liberado a diminuição do intervalo entre as aplicações das vacinas contra a Covid-19 das fabricantes AstraZeneca ou Pfizer, como fizeram o Rio de Janeiro e o Distrito Federal. A justificativa é ter parcela maior da população com o esquema vacinal completo, sobretudo entre os grupos mais vulneráveis.


Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pernambuco e Santa Catarina também optaram por diminuir a janela entre as aplicações. As reduções têm sido de 12 para 10 ou 8 semanas. O governo paulista, por outro lado, optou por não adotar essa estratégia por enquanto.



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