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Cruzeiro: Rômulo conta como Ronaldo implementou 'mentalidade europeia' após chegada da SAF

Rômulo detalhou como o sócio majoritário implementou processos de profissionalização do futebol europeu dentro do Cruzeiro


Rômulo tem contrato com o Cruzeiro até dezembro deste ano | Divulgação


Em entrevista ao Flow Sport Club, o volante Rômulo contou como a equipe de Ronaldo Fenômeno implementou no Cruzeiro ideias já comuns na Europa. Segundo ele, a ausência de concentrações do grupo em partidas como mandante traz mais responsabilidade aos atletas.




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"Ele mudou várias coisas, como a concentração quando jogamos em casa. Isso não existe hoje no Cruzeiro. Quando a gente joga em casa, nos apresentamos no dia do jogo. Isso é quase impossível nos clubes brasileiros, porque o brasileiro tem a fama de ir pra noite, mulherada, de não ser profissional, vai comer hambúrguer um dia antes. Eles já trouxeram a mentalidade europeia. O jogador tem que ser responsável e a gente tem que dar esse senso de responsabilidade. Foi muito legal", contou.


Rômulo também afirmou que os líderes técnicos do elenco, em especial aqueles que atuaram no futebol europeu, contribuíram para que os jogadores mais jovens amadurecessem durante esse processo.


"Não é fácil mudar uma cultura, mas o que foi legal é que eu, com bastante tempo de Europa, e o Rafael Cabral também, um dos mais experientes, conversamos com os meninos e ajudamos no processo. Claro que o protagonismo é do Ronaldo e da equipe dele, mas conseguimos ajudar no vestiário, que é o mais difícil de todos", complementou.




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Peça experiente do elenco do Cruzeiro, Rômulo também comentou sobre a sua importância no grupo, mesmo sem entrar em campo desde o dia 30 de julho, no empate sem gols contra o Brusque, em Santa Catarina. Na temporada, o volante tem 25 jogos, sendo 16 como titular e outros nove como reserva.


"O jogador detesta ficar fora do time e eu também, óbvio. Mas, quando o treinador me tirava em algum momento do campeonato e eu treinava mais que os meninos de 20 anos, os caras viam que ele - Pezzolano - me tirava do jogo e, se o treinador me tirar, não posso falar nada. Isso traz um senso de responsabilidade grande. Esses paradigmas fizeram com que o Cruzeiro chegasse a um nível europeu", concluiu.