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Mães denunciam violência obstétrica na Santa Casa de Ouro Preto

Três mães que deram à luz no hospital registraram um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher na última terça-feira, 06


Eduardo Trópia

Na última terça-feira, 06, três mães registraram um boletim de ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher alegando terem sido vítimas de violência obstétrica durante seus partos na Santa Casa da Misericórdia de Ouro Preto. A informação foi divulgada pelo jornal Diário de Ouro Preto, que também conversou com as vítimas, que preferiram não se identificar.



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Uma delas contou que deu à luz no hospital em 2021, mas que somente no ano passado se deu conta de que sofreu a violência obstétrica. “Tem muita gente com mais idade que eu que passou por isso e não sabia que era uma violência obstétrica, então venho falar para todo mundo que já passou por isso, pra vim fazer uma denúncia pra gente conseguir algo em retorno”, disse.

Depois que o caso foi divulgado pela imprensa local nas redes sociais, outras mães também relataram ter passado por experiências semelhantes. “Sofri muito em 2001. Subiram em cima da minha barriga, me xingaram porque gritei de dor, ouvi deboches, não pude ter nenhum acompanhante”, comentou uma mulher em uma rede social da rádio Itatiai Ouro Preto.


Outra mulher falou da experiência da sua mãe. “A minha mãe passou amesma coisa na Santa Casa de Ouro Preto em 2020. O médico forçou o parto mesmo sabendo que minha mãe não tinha dilatação para fazer normal. Estourou a bolsa da minha mãe e fez, e ainda retirou o útero dela sem autorização da família. Ela teve muitas cólicas e sangramento depois do parto”, publicou.



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Por meio de nota, a Santa Casa informou que tomou conhecimento das denúncias e que avalia a possibilidade de abertura de uma sindicância. “A Santa Casa de Ouro Preto tomou conhecimento das denúncias nesta semana e a Diretoria Técnica da instituição foi informada. O médico mencionado no jornal será ouvido para que sua versão dos fatos seja conhecida, seguindo o princípio do direito à ampla defesa. Com base em todas as informações pertinentes, não está descartada a possibilidade de abertura de uma sindicância interna para avaliação do caso, conforme os preceitos estabelecidos pelos Conselhos Regional e Federal de Medicina”, disse.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) também se manifestou por meio de nota. "Nos próximos dias, os envolvidos serão ouvidos. Mais informações serão repassadas após o avanço dos trabalhos investigativos", disse.



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