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Mariana anuncia retorno das aulas presenciais para setembro

Atualizado: Ago 18

O retorno das atividades será facultativo, ou seja, os responsáveis pelo aluno terão o direito de escolher entre o ensino presencial ou online


A previsão é de que o retorno aconteça para os alunos da educação infantil e CMEI's | Banco de Imagens

Após publicar um decreto, no dia 9 de julho, mantendo a suspensão das aulas presenciais em Mariana, o prefeito interino, Juliano Duarte, decretou, na tarde dessa terça-feira, 2, o retorno das atividades escolares, tanto no setor público quanto privado, a partir do dia 1° de setembro. De acordo com o Decreto N° 10.600, as aulas voltarão em regime híbrido, ou seja, presenciais e remotas, de forma escalonada e gradativa. Além disso, o retorno será facultativo, para que os responsáveis pelos alunos tenham a opção de decidir.


Segundo a última nota divulgada pela assessoria de imprensa da prefeitura, no dia 23 de julho, a previsão é de que o retorno oconteça para os alunos da educação infantil e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEI's). Na 1ª quinzena de outubro, os anos iniciais do 1º ao 3º ano e, na 2ª quinzena, 4º e 5º ano. Já para o ensino fundamental dos anos finais, ainda está sendo avaliado e não há uma data prevista.




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Para que a escola esteja apta a iniciar as atividades, elas terão que construir o planejamento estratégico de retomada das atividades presenciais, tendo como referência uma lista de tarefas elaboradas pela prefeitura. O documento deverá ser preenchido, assinado pela direção da escola e protocolado no setor de Documentação e Arquivo do município até o dia 20 de setembro para análise do Comitê Gestor do Plano de Prevenção e Contingenciamento em Saúde da Covid-19.


Além do planejamento estratégico, as escolas deverão apresentar o seu Plano de Ação que deverá conter, de forma detalhada, todas as medidas sanitárias implantadas e aplicáveis na instituição, seguindo todas as diretrizes estabelecidas no Protocolo Municipal de Retorno às atividades Presenciais nas Unidades de Ensino.


OPINIÃO DE ESPECIALISTA - Para alguns especialistas, como o pneumologista, intensivista e diretor geral do Sindicato de Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG), Maurício Meireles Goes, o retorno das aulas presenciais é válido desde que as escolas estejam preparadas para isso. “Entendemos que este é o momento para voltar com as aulas, porém, com os cuidados recomendados. Nos países em que as aulas voltaram, por exemplo, esse não foi um fator que contribuiu para o aumento do número de casos de Covid-19 e nem foi necessário fechar as escolas em função dos novos casos. As crianças estão precisando disso. Muitas estão desenvolvendo doenças psiquiátricas e psicológicas por causa do isolamento. Se as escolas estiverem preparadas, é possível retornar de maneira segura”, disse Maurício.




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O pneumologista também destacou algumas medidas de segurança que podem contribuir para um retorno seguro. “Os cuidados, como a redução do número de alunos por sala, diferentes horários de entrada e saída, distanciamento entre as carteiras e aferição de temperatura, são procedimentos que ajudarão a garantir a segurança de todos . Além disso, é importante que as escolas trabalhem com ações educativas, reforcem as medidas de higiene e orientem pais e alunos”, explicou.


OPINIÃO DIVIDIDA - Após a publicação do Decreto, a prefeitura de Mariana fez uma postagem, em suas mídias sociais, anunciando a volta das aulas presenciais. A publicação rendeu comentários de pessoas, principalmente de pais, que são a favor do retorno, bem como daqueles que são contra.


“Finalmente. Sou totalmente a favor do retorno imediato das aulas presenciais. Todos os estudos mostram que o contágio em crianças que retornaram às aulas presenciais é menor que 0,1%. São dados da Folha de São Paulo”.

“Não vejo sentido por dois motivos: o óbvio, questão de que crianças pegam e transmitem Covid-19. Além disso, em especial na rede infantil, qual o impacto psicológico nas crianças que, depois de um ano sozinhas, voltam ao ciclo de amigos, mas devem se manter distantes, sem brincar, se divertir, dividir o lanche, emprestar suas coisas pros coleguinhas? O que mais criança gosta é de dividir e socializar, coisa que não poderão fazer. Minha filha não vai”.




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“Graças a Deus! A educação dos nossos filhos agradece”.

“As famílias dos professores também terão "direito de escolha"? Porque o professor pode estar vacinado, mas e os demais familiares? No documento determinando a volta imediata das aulas, o Estado, e por conseguinte, o município e as escolas, se exime de qualquer responsabilidade caso um aluno venha a ser infectado e, inclusive, venha a óbito, visto que "as famílias têm direito de escolha". Ou seja, se seu filho morrer, o problema é seu que quis mandar ele pra escola. Ok?! E os professores? E se vier alguém aqui falar que professor não quer "voltar" a trabalhar (como se alguém tivesse parado de trabalhar), convido a participar de um dia de aula remota comigo - gravando vídeo-aulas, criando e postando material, corrigindo atividade pelo computador, atendendo pais pelo WhatsApp, participando de reuniões até na hora do almoço, entre outras mil coisas que estamos fazendo há um ano e meio”.

“Pessoal que é contra, assim como eu, temos a escolha de mandar ou não! Eu não mandarei e continuaremos de forma remota. Aqui em casa ninguém vacinou até hoje. Tem mais de ano que não saio de casa. Não vai ser agora que iremos arriscar”.