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Ministério da Saúde diz que Brasil teve 7 casos da variante indiana confirmados e 3 suspeitos

A B.1.617 já é apontada como mais transmissível do que a variante britânica, segundo relatório da OMS


A B.1.617, foi detectada pela primeira vez em outubro de 2020 | Banco de Imagens

O Ministério da Saúde informou na noite desta quarta-feira, 26, que o Brasil tem sete casos confirmados da variante indiana coronavírus, a chamada B.1.617. Ao todo são seis casos em São Luiz, no Maranhão, e um em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro. Além disso, segundo a pasta, outros três casos suspeitos são monitorados, em Minas Gerais e no Pará, e aguardam a conclusão de sequenciamento genético.

A variante já foi oficialmente detectada em 49 países e 4 territórios, de acordo com o relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS). Segundo o documento, a B.1.617 é mais contagiosa em comparação com a variante britânica, mas ainda é investigado se ela está relacionada a quadros mais graves de Covid-19 e se ela aumenta o risco de reinfecção.



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A variante indiana foi registrada pela primeira vez na Índia, em outubro do ano passado. Com a explosão de casos no país e sua disseminação no Reino Unido, ela passou a preocupar o mundo. Segundo os infectologistas, isso ocorreu porque, provavelmente, a variante se tornou mais transmissível após mutações sofridas desde a sua descoberta.

Uma variante é resultado de modificações genéticas que o vírus sofre durante seu processo de replicação. Um único vírus pode ter inúmeras variantes. Quanto mais o é transmitido de uma pessoa para outra, mais ele faz replicações e maior é a probabilidade de modificações no seu material genético.

Apesar de ter sido notada no ano passado, foi somente em 10 de maio que a OMS classificou a variante B.1.617 como "preocupação global".



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Essa variante possui três versões identificadas até o momento: B.1.617.1, B.1.617.2 e B.1.617.3 e todas foram descobertas primeiramente na Índia. Acredita-se que a variante se dissemine mais rápido, mas cientistas ainda não sabem dizer se é mais letal e tenha maior transmissibilidade.

Segundo o boletim semanal da OMS, as "taxas de ataque" da sub-linhagem B.1.617.2 da variante indiana parecem ser superiores às da variante britânica . "Novas evidências estão surgindo de que as taxas de ataque para a variante B.1.617.2, relatadas no Reino Unido entre 29 de março e 28 de abril de 2021, foram superiores ao da B.1.1.7", diz o documento.

A sub-linhagem B.1.617.2 também reduz a eficácia das vacinas da Pfizer e de Oxford/AstraZeneca, mas os imunizantes ainda são "altamente efetivos", segundo estudo preliminar.


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