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Novo modelo da urna eletrônica será usado em Mariana, Ouro Preto, Itabirito e outras cidades

Chamadas de UE2020, elas apresentam um layout diferente, além de serem mais rápidas e mais seguras


Novo modelo das urnas eletrônicas que serão suadas em alguns municípios mineiros | Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) divulgou a lista de cidades mineiras onde serão usadas as novas urnas eletrônicas durante as eleições de 2022. Chamadas de UE2020, elas apresentam um layout diferente, além de serem mais rápidas e mais seguras.


Em Minas Gerais, 68 municípios, entre eles Mariana, Ouro Preto e Itabirito, terão o novo modelo. De acordo com o TRE-MG, todas as cidades da Região Metropolitana da capital e alguns locais no entorno foram escolhidos, levando em conta a logística de distribuição dos equipamentos e a proximidade da sede do Tribunal, o que possibilita um suporte mais rápido às zonas eleitorais.



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A nova urna eletrônica foi apresentada à imprensa pelo TRE-MG em julho. Durante a solenidade, o desembargador e presidente da Corte Regional, Maurício Soares, destacou que “o apoio dos veículos de comunicação é fundamental para repassar informações corretas sobre o processo eleitoral à população”. O desembargador também reforçou que as inovações trazidas com o novo modelo mostram o empenho constante da Justiça Eleitoral em aprimorar a urna e a segurança do processo eletrônico de votação.

A urna eletrônica modelo UE2020 tem um visual ligeiramente diferente dos modelos anteriores. O teclado fica abaixo da tela, e não mais ao lado. Além disso, a tela tem mais qualidade de vídeo, o que melhora a visualização de informações e fotos, e é sensível ao toque (touchscreen), como em smartphones.

Quanto ao funcionamento, o processador é 18 vezes mais rápido que o modelo anterior, e a bateria terá duração por toda a vida útil da urna, que é de 10 a 12 anos, reduzindo os custos de manutenção.

O modelo UE2020 conta também com algoritmo criptográfico dos mais apurados atualmente disponíveis, e tem certificação pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP Brasil). Isso significa que um laboratório certificado pelo Instituto Nacional de Pesos e Medidas (Inmetro) fez uma avaliação do programa embarcado e do código-fonte e verificou que eles atendem plenamente aos requisitos do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), que define as regras da ICP-Brasil.




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A urna UE2020 vai facilitar o voto das pessoas que têm deficiência auditiva ou visual. Uma intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) indica os cargos que estão em votação em cada etapa.

O sintetizador de voz foi aprimorado. Além de melhorias na qualidade geral do áudio, agora são falados os nomes de vices e suplentes. E, para maior fidelidade na fala dos nomes dos concorrentes, é possível cadastrar um nome fonético. Isso significa escrever o nome do jeito que ele é falado. Assim, o software não erra e fala o nome dos candidatos e das candidatas corretamente.


O que não muda


A nova urna eletrônica é mais ágil e segura, mas várias características da urna e do sistema eletrônico de votação, já disponíveis anteriormente, foram mantidas, garantindo a segurança do processo eleitoral, como:

  • As urnas eletrônicas não se conectam a nenhum tipo de rede, internet ou bluetooth.

  • Uso do que há de mais moderno em termos de criptografia, assinatura e resumo digitais, garantindo que somente o sistema e programas desenvolvidos pelo TSE e certificados pela Justiça Eleitoral (JE) sejam executados nos equipamentos.

  • Possibilidade de auditoria das urnas, antes, durante e após a votação, pelos partidos e instituições fiscalizadoras que integram a Comissão de Transparência das Eleições (CTE) e pela sociedade em geral.

  • Impressão da zerésima (comprovante que mostra que, no início da votação, não há voto registrado na urna para nenhuma candidatura).

  • Emissão dos Boletins de Urna (BUs) logo após o término da votação, com a distribuição de cópias aos partidos e a afixação do BU em cada seção eleitoral para quem quiser comparar com os dados divulgados no Portal do TSE.

  • As urnas continuam contando com o Registro Digital do Voto (RDV). Nele, as informações sobre os votos são embaralhadas em uma tabela que assegura o sigilo da votação.

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