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Ouro Preto: ação da Polícia Militar em Antônio Pereira deixa moradores feridos

A ação policial aconteceu no último domingo, 30, durante as comemorações da 2ª Copa Gigantex, campeonato de futebol amador da região


Reprodução | Redes Sociais

Uma ação do 52° Batalhão da Polícia Militar de Minas Gerais em Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto, deixou moradores feridos na noite do último domingo, 30. Segundo relatos, os militares agiram de forma truculenta durante as comemorações da 2ª Copa Gigantex, campeonato de futebol amador da região.

Em um vídeo que circula nas redes sociais é possível ver a ação policial e moradores relatando sua indignação.



O vereador de Ouro Preto, Vander Luís Ferreira, conhecido por Vander Leitoa, estava no distrito e relatou que a final do campeonato de futebol foi pacífica e que os moradores apenas comemoravam a vitória do time. Ao jornal Estado de Minas, Vander afirmou que no local havia familiares dos jogadores e moradores do distrito quando a Polícia Militar chegou com excesso de força, jogando bombas de gás, spray de pimenta e tiros de borracha. “Não posso generalizar, mas alguns policiais presentes chegaram de forma truculenta, eu mesmo fui agredido com spray de pimenta e ferido com estilhaços de uma bomba. Não tinha necessidade, vejo que é uma certa discriminação da PM com o nosso distrito”.

O prefeito Angelo Oswaldo se manifestou pelas redes sociais, afirmando que esteve no campeonato e que tudo acontecia de forma harmônica. “Estive no Pereira, participei daquele jogo tão importante de futebol, congregando toda a região. Havia uma harmonia muito grande, tudo ia muito bem, quando no final ocorreram essas cenas de violência, que nós repudiamos. Não aceitamos a violência”, disse.



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O executivo também informou que solicitou providências por parte da Polícia Militar. “Manifestei junto a Polícia Militar, ao comandante do 52º Batalhão da PM, sediado em Ouro Preto, Tenente Coronel Joilson, o nosso protesto contra essa violência policial ocorrida ali e esperamos as providências cabíveis da parte da Polícia Militar. Tenho certeza que iremos apurar esses fatos, esclarecer isso e propagar sempre mais o chamamento à paz”.

Na manhã desta segunda-feira, 31, a Polícia Militar de Minas Gerais se manifestou. Veja a íntegra:


“A guarnição PM foi acionada pelo Copom em uma chamada de perturbação de sossego, face ao som alto que incomodava vários moradores das redondezas do evento no distrito de Antônio Pereira. No local, a viatura constatou que havia uma comemoração com aproximadamente 300 pessoas e tendo em vista a quantidade de pessoas, a viatura solicitou apoio. Nesse ínterim, o Copom repassou que havia outra chamada no mesmo local, informando que a situação havia progredido para rixa. As viaturas deslocaram para próximo ao local e depararam com dois veículos automotivos com som alto.


Após o início da intervenção policial alguns populares começaram a hostilizar os policiais com palavras e tentativas de impedir a ação policial, ocorrendo agressões e arremesso de pedras, sendo necessário uso de instrumento de menor potencial ofensivo, impo, granadas e espargidores de agente químico a fim de dissuadir os agressores evitando o emprego de arma de fogo.


Foi visualizado pelos militares um indivíduo em meio à multidão portanto arma de fogo e apontando na direção dos militares, seguido do barulho de estampido da arma, de forma que os militares fizeram uso de arma de fogo contra o cidadão que ameaçava a vida dos militares.


No local foram apreendidos uma arma de fogo, 01 foice, 01 facão, 05 munições cal 380 e 10 pessoas foram presas devido à resistência a atuação policial. O registro da ocorrência foi acompanhado por advogados dos envolvidos e encerrado na delegacia de Polícia Civil para as providências decorrentes”.



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