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Pais de estudante da UFOP procuram respostas para marcas de agressão no rosto de sua filha

De acordo com o pai da jovem, ela apresentou várias versões, incluindo a de uma queda, o que para ele, não é verdade


Reprodução | Itatiaia

Após uma estudante da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) de 19 anos aparecer com o olho roxo, seus pais, que não quiseram se identificar, procuraram a rádio Itatiaia, no último sábado, 17, para procurar respostas para o caso. O casal, que mora em Belo Horizonte, foi à cidade histórica para visitar a filha, que cursa o primeiro período de Química Industrial, e se assustaram quando viram o hematoma.


De acordo com os pais da jovem, ela teria sido agredida na segunda-feira, 12. Seu pai relatou que a estudante apresentou várias versões sobre o caso, dentre elas a de que uma pessoa colocou o braço para trás, o que fez com que ela sofresse uma queda. Porém, ele não acredita na versão. “Falei que não tinha como ela se machucar desse jeito se tivesse caído”, comentou.




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O casal contou que na república onde a jovem mora só há mulheres e que ninguém soube dizer o que aconteceu. O pai dela, inclusive, relatou à Itatiaia que foi maltratado e sentiu que elas estavam escondendo alguma informação. “As pessoas que moram lá me trataram muito mal, me colocaram para fora, não me deixaram ver a minha filha, ocultaram as coisas”, afirmou.


Depois do ocorrido, os pais da estudante foram à Universidade, onde foram orientados a procurar a ouvidoria. “Não teve ninguém para ouvir a gente, a gente não sabe onde que isso aconteceu, se foi dentro do campus, se não foi, o que que aconteceu com ela. A gente não teve respaldo da faculdade, porque eles falaram apenas que era para a gente tentar entrar em contato com a ouvidoria. A gente voltou de lá completamente sem respaldo, ela ficou, como ela é maior de idade, ela não quis vir”, disse a mãe.


Em seguida, eles a levaram para a Santa Casa, onde a menina fez o corpo de delito. “Aí nós fomos na Delegacia da Mulher para fazer o boletim de ocorrência e eles falaram que ela será intimada. A gente tem que saber o que aconteceu e se isso tiver acontecido com um aluno dentro da faculdade? Ela tem 19 anos e é o primeiro ano dela na faculdade. A gente mora em Belo Horizonte. A gente tá sem saber, ela não teve apoio nenhum das moças lá da República, porque ninguém sabe o que aconteceu”, destacou a mãe.




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Em nota, a UFOP disse que "repudia qualquer ato de violência e lamenta que uma de suas alunas esteja passando por isso, solidarizando-se com ela e seus familiares". A instituição informou ainda que está apurando o ocorrido. "Conforme orientação dada à família durante atendimento realizado na Pró -Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis, é importante e necessário que a aluna procure imediatamente a Ouvidoria da Instituição, especialmente a Ouvidoria Feminina, para que os outros encaminhamentos sejam efetivados. Diante do temor dos pais pela filha, os pais também foram orientados que se efetive imediatamente uma queixa junto às autoridades policiais", disse a nota.


À Itatiaia, a Polícia Civil de Minas Gerais também informou que “apura o caso com base nos fatos narrados pela solicitante, de 53 anos”.



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