Vale inicia primeira fase das obras de descaracterização da Barragem Doutor, em Antônio Pereira

Atualizado: Ago 31

A princípio, serão realizadas as atividades preliminares para a construção de um vertedouro da barragem


Segundo a Vale, o processo tem como objetivo a desativação por completo da estrutura da barragem | Vale

No início desta semana, a mineradora Vale informou que nos próximos dias serão iniciadas as obras de descaracterização da barragem Doutor, localizada em Antônio Pereira, distrito de Ouro Preto. Segundo a empresa, as intervenções terão uma duração média de 7 anos.


A mineradora informou que nesta primeira fase serão realizadas as atividades preliminares para a construção de um vertedouro da barragem, que tem como finalidade “contribuir para manter o rebaixamento do nível de água do reservatório da barragem”. Salientaram, também, que nesta fase inicial, a obra do vertedouro será executada de modo sequenciado em áreas mais afastadas da barragem, com serviços de limpeza do terreno, terraplenagem e, por fim, a construção do canal. Após a conclusão do vertedouro, a descaracterização de Doutor terá continuidade com a construção de reforços externos à barragem, recuperação ambiental e reintegração da área ao meio ambiente local.


A empresa salientou que as obras já foram comunicadas à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), garantindo que durante sua execução, serão tomados todos os cuidados para controlar os impactos que possam afetar a comunidade e também para prevenir a disseminação da COVID-19.


REMOÇÃO DAS FAMÍLIAS - A Vale informou que entre os meses de agosto e outubro, será realizada uma nova etapa do processo de remoção planejada dos moradores de Antônio Pereira e Vila Samarco. A mudança é decorrente da ampliação da Zona de Autossalvamento (ZAS) da barragem.


Até o momento, 78 famílias foram removidas e instaladas em casas e hotéis na região, por conta da Vale. Outras, saíram por conta própria, mesmo com a empresa afirmando que elas não estão na área de risco. É o caso da moradora Adilaine de Melo. “Desde 2019, quando falaram da possibilidade da barragem se romper, que passamos a viver com medo e muita angústia. Nossas noites de sono já não eram tranquilas. Qualquer barulho que ouvíamos, saíamos correndo de casa. Quando o nível da barragem subiu de 1 para 2, foi o limite para mim. Decidi abandonar meu lar e proteger a vida dos meus filhos e a minha”, disse.


Segundo a mineradora, a partir do novo estudo outras 75 famílias, cujas residências foram mapeadas dentro da nova ZAS, também precisarão ser realocadas.


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