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Casos de infecção pela variante Delta, em Minas Gerais, podem ser maiores que o divulgado

Os dados estão no balanço do Observatório de Vigilância Genômica de Minas Gerais

A variante delta é uma das chamadas "variantes preocupantes", classificadas pela OMS | Banco de Imagens

Após a confirmação de sete novos casos da variante Delta em Minas Gerais, onde já haviam sido confirmados quatro casos, outros seis casos já estão em investigação. Esses dados estão no mais recente balanço do Observatório de Vigilância Genômica de Minas Gerais, feito pelo governo do estado, pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

De acordo com o biólogo e professor de genética da UFMG, Renan Pedra, esse balanço pode ser ainda maior. “Os números não indicam que esses sejam todos os casos da Delta, porque essas informações foram obtidas através de um processo amostral. Então, em 20 amostras analisadas, uma era de Delta em alguma dessas regionais, ou seja, a gente tem uma expectativa que 5% das infecções naquela região fossem por decorrência da variante Delta”, explica.





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Ainda segundo o especialista, o que chama atenção é que a identificação da variante Delta já aparece em diversos pontos do Estado, principalmente na Zona da Mata e região Noroeste de Minas. “As amostras com variante Delta apresentadas nesse balanço indicam pessoas na regional de saúde de Belo Horizonte, Montes Claros, Unaí e Manhuaçu. Se observamos no mapa de Minas Gerais, essas regionais estão dispersas, indicando que, provavelmente, teríamos alguns eventos de introdução independentes já acontecendo no Estado”, disse Renan.

O professor ressaltou a importância da vacina, afirmando que estudos demonstraram a eficácia contra o vírus. “As pessoas que estão vacinadas têm chance, não só de contrair o vírus, mas também de transmitir. Porém, uma vez vacinadas, existe uma alta eficácia das vacinas comercialmente disponíveis em evitar os casos mais graves e até mesmo morte por conta da Covid-19. Então é essencial que todos busquem a vacinação imediata”, concluiu.



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