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Chuva em Petrópolis deixa 110 mortos e 116 desaparecidos

Dos 101 corpos que estão no Instituto Médico Legal, 33 foram identificados


Rastro da devastação causada pela chuva no Morro da Oficina, no Alto da Serra | Marcos Serra Lima

O número de mortos em Petrópolis, após a tempestade dessa terça-feira, 15, chegou a 110, até as 17h30 desta quinta-feira, 17. Dos 101 corpos que estão no Instituto Médico Legal (IML), 33 corpos foram identificados. Segundo a Polícia Civil, foram feitos 116 registros de desaparecimentos, mas não se sabe quantos desses já foram encontrados.




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A Secretaria Estadual de Defesa Civil informou que 24 pessoas foram resgatadas com vida e 705 foram encaminhadas para os 33 pontos de apoio montados na cidade em igrejas e escolas da rede pública municipal.

Em nota, a Polícia Civil informou que montou uma Força-Tarefa em Petrópolis. Cerca de 200 policiais, entre peritos legistas e criminais, papiloscopistas, técnicos e auxiliares de necropsia, servidores de cartório e de diversas delegacias da Região Serrana atuam no apoio terrestre e aéreo no município.


Tempo

O tempo permanece instável em Petrópolis. Às 13h30, uma chuva rápida atingiu a cidade por vinte minutos. Depois, às 17h40, voltou a chover forte. A Defesa Civil acionou as 14 sirenes do primeiro distrito, para avisar sobre a previsão de chuva forte na região.




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Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alerta, permanece muito alta a possibilidade de ocorrência de eventos de movimentos de massa na Região Serrana do Rio, especialmente em Petrópolis. Ainda de acordo com o Cemaden, estes fatores indicam um elevado nível de umidade do solo que pode favorecer a ocorrência de deslizamentos de terra mesmo na ausência de chuva.


Cidade sob a lama


Na manhã da quarta-feira, era possível ver o tamanho da devastação em Petrópolis. Morros vieram abaixo, carregando pedras do tamanho de carros. Veículos ficaram empilhados com a força da correnteza e vias importantes foram bloqueadas, dificultando o acesso aos desabrigados.

O Alto da Serra foi uma das localidades mais devastadas. A prefeitura estima que pelo menos 80 casas foram atingidas pela barreira que caiu no Morro da Oficina. Outras regiões também foram atingidas, como 24 de Maio, Caxambu, Sargento Boening, Moinho Preto, Vila Felipe, Vila Militar e as ruas Uruguai, Washington Luiz e Coronel Veiga.


A busca por sobreviventes em meio ao soterramento no Morro da Oficina começou de maneira intensa e contou com a ajuda de moradores e equipes dos Bombeiros, Exército e Defesa Civil. Agentes das secretarias de Obras, de Serviço, Segurança e Ordem Pública, Saúde, Educação, além da Comdep e CPTrans também atuavam no atendimento da população e recuperação da cidade.



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