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Nova espécie de árvore é descoberta no Parque Estadual do Itacolomi, em Ouro Preto

A árvore foi batizada de Mollinedia fatimae, uma homenagem a sua professora Fátima Buturi


Danilo Alvarenga Zavatin

Uma nova árvore foi encontrada no Parque Estadual do Itacolomi, em Ouro Preto, durante uma pesquisa de campo do biólogo Danilo Alvarenga Zavatin. Ao G1, o pesquisador contou que a descoberta aconteceu de forma despretensiosa, pois ele buscava outra espécie para o seu trabalho de seu mestrado. “Encontrei sete indivíduos dessa espécie, que é uma parente próxima da planta que estudo, e de imediato reconheci que essa planta poderia ser uma espécie nova, pois não consegui relacionar com nada que conhecíamos”, disse.


A descoberta foi em novembro do ano passado, mas o estudo e classificação da planta levou cerca de um ano para ser concluído. O artigo foi publicado na revista Phytokeys, no último mês de outubro.

Segundo Danilo, a espécie nova é da família Monimiaceae, cujos exemplares podem atingir cerca de 10 metros de altura. Indivíduos grandes podem chegar aos mais de 100 anos e são plantas dioicas, ou seja, possuem ambos os sexos.






Ainda de acordo com o biólogo, a família Monimiaceae ocorre em diversos outros países na área pantropical e que a planta mais conhecida é o boldo chileno, cujas folhas secas são vendidas para consumo em chá. Essa família é formada por árvores, arbustos e raramente por trepadeiras de folhas opostas com ou sem dentes na margem.


A árvore foi batizada de Mollinedia fatimae, uma homenagem a sua professora Fátima Buturi, que estuda a família Asteraceae (família do girassol). “Ela foi minha professora na graduação e sempre tive muito carinho por ela. É uma pessoa incrível e querida por todos, muito profissional e que me inspira muito na construção de minha trajetória. Homenageá-la sempre esteve em minhas intenções, até que agora tive essa oportunidade”, destacou.


O risco de extinção da Mollinedia fatimae foi caracterizado como “criticamente em perigo”, ou seja, existe um perigo extremamente alto da espécie ser extinta na natureza. Para classificar o grau de risco de extinção de uma determinada espécie, Danilo explica que são avaliados a área de distribuição da planta e a temporalidade de registros da mesma. “Esses critérios e alguns outros são definidos pela IUCN e aplicados mundialmente para sabermos o status de conservação de cada espécie”, contou.

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