teste.jpg

Vale paralisa atividades no Complexo Mariana

De acordo com o prefeito interino, Juliano Duarte, a paralisação vai impactar diretamente na receita do município, bem como nas atividades comerciais da cidade


A Vale é uma das maiores empresas de mineração do mundo | Banco de Imagens

Para atender a notificação da Superintendência Regional do Trabalho em relação a interdição das atividades em áreas próximas à barragem Xingu, da Mina Alegria, a Vale suspendeu as atividades no Complexo Mariana. A medida foi divulgada nesta sexta-feira, 04, por meio de uma nota publicada em seu site.

A companhia não detalhou os motivos da interdição, mas, ressaltou que a ação afetará a usina de Timbopeba, que precisará ser temporariamente paralisada, com impactos negativos na produção. “A medida impedirá o escoamento do material produzido na Usina Timbopeba durante a interdição e, por consequência, levará à paralisação temporária da produção nesta unidade, com impacto estimado em 33 mil toneladas de finos de minério de ferro por dia. Adicionalmente, foram interditados alguns de acessos internos da Mina Alegria, com impactos parciais na produção da usina estimados em 7,5 mil toneladas de finos de minério de ferro por dia”, publicaram.



"A paralisação vai impactar diretamente na receita do município, bem como nas atividades comerciais de Mariana e programas do município. Solicitarei uma reunião com a gerência da empresa e afirmo, enquanto atual prefeito e responsável pela administração da cidade de Mariana, que acompanharei de perto todo processo, já que, mais uma vez, seremos afetados diretamente pela paralisação”



** continua depois da publicidade **


Assim como a Vale, Mariana também será afetada economicamente por causa da paralisação, de acordo com o prefeito interino, Juliano Duarte. "A paralisação vai impactar diretamente na receita do município, bem como nas atividades comerciais de Mariana e programas do município. Solicitarei uma reunião com a gerência da empresa e afirmo, enquanto atual prefeito e responsável pela administração da cidade de Mariana, que acompanharei de perto todo processo, já que, mais uma vez, seremos afetados diretamente pela paralisação”, informou Juliano em suas redes sociais.


A redação do Portal Ângulo entrou em contato com o prefeito, por meio da sua assessoria de imprensa, para saber qual seria o prejuízo financeiro para a cidade, mas até o fechamento da matéria, não houve retorno.

Em nota, a Vale ressaltou que “está tomando todas as medidas necessárias para a retomada das atividades o mais breve possível, mantendo o foco nos cuidados necessários para garantir a segurança dos empregados e das comunidades localizadas no entorno de suas estruturas''.




** continua depois da publicidade **



A companhia também destacou que a Barragem Xingu permanece em nível 02 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM), em que não há risco iminente de ruptura, seguindo inalteradas as condições de segurança da estrutura. “A barragem Xingu é monitorada e inspecionada diariamente por equipe técnica especializada e está incluída no plano de descaracterização de barragens da empresa. A Zona de Autossalvamento (ZAS) da Barragem Xingu permanece evacuada, não havendo a presença permanente de pessoas na área”, publicaram.